Arquivo para outubro, 2009

Sérgio C. Gelassen

Posted in Ficção with tags , , , , , on outubro 29, 2009 by lesdommag3rs

“[…]

– Havia espaço ali?

– Sim. E um pouco de luz. Luz artificial, muitas e muitas árvores — era um bosque, ao menos era o começo de um, e eu sentado naquele banco, olhando para o chão, pensando coisas que só mesmo eu posso pensar, sabe? E eu cantava ‘Joan Crawford’, ‘Astronomy’ e alguns outros sucessos do Culto da Ostra Azul. Tive a impressão de ver o símbolo da banda lá, no chão. Uma garota sentou-se ao meu lado. Mas eu nem sei de onde ela saiu…”

Referência bibliográfica

Sérgio Cícero Gelassen, Posso ir agora?

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Sérgio C. Gelassen

Posted in Filosofia with tags , , , , , , on outubro 29, 2009 by lesdommag3rs

“[…] Para Dostoiévski, ‘se Deus não existe, então tudo é permitido.’ Para (uns) outros, ‘se Deus existe, então tudo é proibido.’ É isso mesmo: zero a zero.”

Referência bibliográfica

Sérgio Cícero Gelassen, O Maior Show da Terra

Sérgio C. Gelassen

Posted in Drama on outubro 10, 2009 by lesdommag3rs

“[…]
O ódio dói-nos. Nos dói intensamente o amor, de igual forma. Viva! Salve! Para onde vamos? Morramos, Rose. De mãos dadas, (eu ateu, você cristã) e atirando-nos neste absimo sem fim, doentiamente, como vivemos durante a época em que vivemos juntos. Deus quer que nós morramos para voltarmos a ele, pois nós, criaturas doentes, vazias, fomos feitas à sua imagem e semelhança. Venha comigo, minha irmã, minha criança. Antes que seja cedo. Cedo demais para ser tarde de menos. Oh!”

Referência bibliográfica

Sérgio Gelassen, Carnaval: Carne Não Vale/O mal morto

Sérgio C. Gelassen

Posted in Drama with tags , , , on outubro 10, 2009 by lesdommag3rs

“[…]

Ela disse:
— Quer morrer? Então faça amor comigo.
Não direi o que aconteceu entre a Rosa de Vidro e o imbecil. Veja: tudo o que posso dizer é que a verdade está lá fora. E continua chovendo sangue. E fluídos corporais. Das carcaças deles. No auge da loucura.”

Referência bibliográfica

Sérgio Gelassen, A dançarina da escuridão: chovendo sangue.

Sérgio C. Gelassen

Posted in Filosofia, Psicologia with tags , , on outubro 10, 2009 by lesdommag3rs

“[…] Sim, estamos todos nós — aqui mesmo, agora mesmo — perdidos. À procura de alguém que possa nos encontrar. Curioso isso: ‘à procura de alguém que possa nos encontrar’. Alguém que está dentro de nós, esperando por uma chance (do coração, da alma) e dizer-nos: ‘cá estou eu. É um prazer poder ajudar você e você a mim. Porque somos um todo. Um todo indivisível — salvo quanto à questão psicológica do termo ‘indivísivel’.”

Referência bibliográfica

Sérgio Gelassen, É e não é: é ou não é?

Sérgio C. Gelassen

Posted in Filosofia on outubro 3, 2009 by lesdommag3rs

Deus é um círculo

Deus é um círculo

“[…] Prefiro dizer que Deus é um círculo. Porque não tem começo nem fim. E está antes do ponto A e depois do ponto Z. (Viu só?) Um círculo. Como o universo. Como nos é difícil entender — quanto mais compreender — algo que não possui fim nem início… Tal dificuldade nos é familiar porque o ser humano conhece tudo que tem um príncipio (início) e um fim (final). A compreensão do mundo, das pessoas, das coisas(1) somente é atingida, no contexto em que observo aqui, quando se entende que há coisas que não possuem nem começo nem fim.

(Ora, Deus é o nome que damos a uma força inexplicável e sem nome. E que as religiões corrompem atribuindo-lhe funções estúpidas (como as de condenar seus filhos ao Inferno, etc. e tal) e humanas. Cremos — e não devemos dizer sabemos — que Ele é bem mais que isso. É-nos agradável e confortável podermos crer em uma força superior com certas caraceterísticas humanas porque precisamos, pois, de algo com que possamos nos identificar.)

Voltando ao que eu falava um pouco mais acima — sobre Deus ser um círculo — como eu disse, assim mostram-nos as figuras acima. As de fundo branco encaixariam-se melhor num livro de Física. As de fundo preto talvez fossem mais adequadas a um estudo de Física sobre Fotografia. (Tal comentário me parece possuir uma natureza wittgensteiniana, por assim dizer).

NOTA

(1) Sim, as pessoas também são coisas, embora eu não queira “coisificar” ninguém, a despeito de saber que há “pessoas-coisas” (pelo menos é essa a impressão que tenho delas, a julgá-las pela pequenez de suas atitudes, de suas ideias, de seu estilo de vida).

Referência bibliográfica

S. Gelassen, O Ser e o Não-Ser ou O Ser e o Estar