No intériô

“[…]

(Rindo muito) Sim, sim. É possível. Quem vai acreditar, entretanto, quando eu disser que combinamos de terminar após um jantar inesquecível num restaurante em uma cidadezinha do intériô. Um grupo vocal apresentava, repetidamente, (Theme From) Love Story, de Mancini, acompanhado por um pianista sério e carrancudo. E eu com uma camiseta preta com a foto de Clarence Darrow, uma calça jeans meio agarrada, meio coisa de emo. E ela com um vestido preto, com um ar de moça fina — que ela sempre foi. Sempre. Tudo acabou — nosso relacionamento e o jantar — após umas duas horas. Em sincronia com a música. Como trapaças da solidão, se assim posso dizer. Numa noite clara. Clara e macia. O garçom atento à quase tudo, quase já deitando no chão, chorava com um lenço na mão.”

Sérgio C. Gelassen, Carne e osso: que mundo maravilhoso

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