Schweinerei – Keep Sucking On…

“[…]

Ela me perguntara: ‘Você está louco?’ ‘Se sei que estou ficando louco não devo estar maluco…’, eu respondi. Sua genitália cheirava a allium cepa. Talvez fosse isso um remédio. Ou o efeito do uso contínuo de algum, sei lá… (Hummm… que remédio aquele, hein?). Em minha hora de maior necessidade você não estava lá, Porcaria. Mas isso em 1996. E nada mais. Por duas, três semanas. A elegância jamais brilhou em mim. E, sem essa graça, essa dádiva espiritual, a solidão me acompanhou muuuito bem. Ela me oferecia coisas que tu não oferecia… E ela ultrapassava-te na generosidade. Todos esses anos achei que eu fosse o culpado. Talvez eu fosse o res-pon-sá-vel por tudo. Mas a culpa, ainda assim, era tua. Só tua. E de quem te acompanhava. A música, criatura imunda, ainda toca alto aqui, vadia imunda. E outros lixos tomaram o teu lugar. Minhas mãos estão sujas. Por ter tocado em ti. O tempo, essa estrada tão estranha, toma tempo, de uma forma não menos estranha. Encontro meus fantasmas, às vezes. Ávidos por conversar comigo. E tu? E tu? Já encontraste teus demônios, teus vermes imundos, sórdidos? As pedras que batem por dentro em tua cabecinha tão vazia, Porcaria? Que possa o dinheiro, o sexo, as drogas, teus parentes doentes, acompanharem-te. Como Deus faz com os miseráveis. Para a frente. E para trás…”

Sérgio C. Gelassen, Remergência

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