Archive for the Artes Category

Gimme Shelter

Posted in Drama, Fotografia, Literatura, Teatro with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on dezembro 11, 2011 by lesdommag3rs

INTRO:

 

amor, dor…

revelações…

estão apenas a um passo deste precipício de carne e osso

(e fluídos corporais femininos)…

 

Quero abrigo… Num coração de mulher… Talvez no de uma puta arrependida… Quem sabe eu possa cavalgar naquele “Raio”*… É um, é dois… E… Pá! Fui! (Pena não poder ser mais objetivo… Ter que me expressar por meio de orações “escuras”… Frases confusas… Mas… mas… mas isso NÃO vem ao caso. Cavalgar numa resolução linear… Num “cacete” só… (isto é, numa única velocidade, sem parar…)

 

 

NOTA

 

* Alusão dupla: uma referência a “Ride The Lightning” do Metallica; a outra, uma referência a uma fêmea indomável, da espécie humana. Um coração que sangra. Nos corredores. Onde correm as dores. Desse e de outros mundos. “MAS ISSO NÃO VEM AO CASO”. (risos)

 

Sérgio Gelassen, Gimme Shelter.  Inédito.

“Mas isso não vem ao caso”

Posted in Drama, Teatro with tags , , , , , , , , , , , , on dezembro 5, 2011 by lesdommag3rs

Há um lugar místico em mim
Algo assim, bem escondido
Um planeta inexplorado
Um horizonte perdido

Egotrip, Viagem ao Fundo do Ego

Aqui, Senhoras e Senhores, tem início a nossa História:

Pequeno interlúdio de natureza pessoal: (Covardes! Sei o que vocês fazem! Vocês sabem o que vocês são!)
— Johnny, vem cá, por favor.
— Que, mãe?
— Essa moça aí, como é mesmo o nome dela?
— Resolinea.
— Deus! Que nome… Mas isso não vem ao caso.
— Tá. E?
— Vc viu como ela segura o garfo e abre a boca?
— Que tem de errado?
— Ora, Johnny! Como “o que tem de errado?”, pôxa. Ela segura o garfo e abre a boca com a
competência de uma vadia servida, experiente, livre docente nesse ramo da vida, meu Pai do
Céu! Se toca! Abre os olhos, meu filho. Enxerga! Ô, Deus!
— Tá bom. Vou ver melhor isso.
Chega até ela e pergunta:
— Resolinea…
— Sim?
— Vc é prostituta, vadia, devassa, perdida, doente da alma, algo assim? Trepa com muitos de
uma só vez? Preciso saber, sabe?…
— Tá legal. Quem te falou isso?
— Minha amiga, a Bethy.
— Deus!
— Diga, Resolinea, e então?
— Ela dividiu uma cama comigo outro dia. Eu, ela e um amante meu. Foi incrível!
— E então? Você pode responder a minha pergunta?
— Aprende, Johnny, aprende.

Sérgio Gelassen, Mas Isso Não Vem Ao Caso


Braz Ill(taquaquecetubabacas)

Posted in Fotografia with tags on novembro 11, 2010 by lesdommag3rs

“[…]

Estava eu ali, há algumas horas, parado no ponto de ônibus. Com uma sacola, tal como uma mulher. Justo eu, um homem… Um imbecil passou e olhou para trás. Achou que eu fosse o papaizinho dele(a)… Um bobo faz meia dúzia; um idiota faz uma nação*. Cegos. Do pior tipo: aqueles que não querem ver… Ou veem o que seus olhos de paranoia permitem ver — e apenas isso…”

Sérgio Gelassen, Braz Ill

NOTA

* Qualquer semelhança entre essa observação e qualquer nação verde e amarela é um PuTa negócião

Rainha da Podridão

Posted in Fotografia on setembro 30, 2010 by lesdommag3rs

“[…]
A terceira cria:
Espírito revolto
Livre, acorrentado, solto
Sangue negro sob a lívida tez
Que a morte seja tua companhia, Rosa Imunda,
Por mais essa vez…

Sérgio Gelassen, Rainha do fogo, da imundície e da podridão

As duas coisas…

Posted in Fotografia with tags , , , , , on setembro 15, 2010 by lesdommag3rs

“[…]
Ou não entendem ou fingem não entender.
Ou não querem ou fingem não querer.
Ou não sabem ou fingem não saber.
Ou não são amigos ou fingem ser…

Com efeito, ‘quanto mais você se aproxima do significado mais você sabe que está sonhando’.(1)

Sérgio C. Gelassen, As duas coisas

NOTA

(1) 1. Trecho livremente traduzido de Heaven and Hell do Black Sabbath. 2. Que possam os semioticistas aprender um pouco mais com essa observação e deixar de serem tããão cegos

No intériô

Posted in Fotografia, Teatro with tags , , , , , , , , , , , , on setembro 5, 2010 by lesdommag3rs

“[…]

(Rindo muito) Sim, sim. É possível. Quem vai acreditar, entretanto, quando eu disser que combinamos de terminar após um jantar inesquecível num restaurante em uma cidadezinha do intériô. Um grupo vocal apresentava, repetidamente, (Theme From) Love Story, de Mancini, acompanhado por um pianista sério e carrancudo. E eu com uma camiseta preta com a foto de Clarence Darrow, uma calça jeans meio agarrada, meio coisa de emo. E ela com um vestido preto, com um ar de moça fina — que ela sempre foi. Sempre. Tudo acabou — nosso relacionamento e o jantar — após umas duas horas. Em sincronia com a música. Como trapaças da solidão, se assim posso dizer. Numa noite clara. Clara e macia. O garçom atento à quase tudo, quase já deitando no chão, chorava com um lenço na mão.”

Sérgio C. Gelassen, Carne e osso: que mundo maravilhoso

Concertos pela tolerância

Posted in Artes, Sociologia with tags , , , , , , , , on agosto 31, 2010 by lesdommag3rs

“[…]

Se não puderam começar com a gente, que terminem com a gente — tudo que há de bom. E de ruim…”

“[…]

Agradecimentos a Jean Michel Jarre pela arte da música Digi Sequencer e pelo concerto pela tolerância — seja ela étnica, religiosa, biológica, sexual, etc. Obrigado, cara, pois tenho acompanhado teus trabalhos desde 1994… Quando eu era um simples balconista e vendedor de CDs… Só espero que, se algum dia eu puder levar adiante o meu ‘O maior show da Terra’, muitas entidades de assistência sócioambiental possam ser beneficiadas com isso.”

Sérgio C. Gelassen, excertos da introdução do livro Concertos pela tolerância