Arquivo de é o fim

Gimme Shelter

Posted in Drama, Fotografia, Literatura, Teatro with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on dezembro 11, 2011 by lesdommag3rs

INTRO:

 

amor, dor…

revelações…

estão apenas a um passo deste precipício de carne e osso

(e fluídos corporais femininos)…

 

Quero abrigo… Num coração de mulher… Talvez no de uma puta arrependida… Quem sabe eu possa cavalgar naquele “Raio”*… É um, é dois… E… Pá! Fui! (Pena não poder ser mais objetivo… Ter que me expressar por meio de orações “escuras”… Frases confusas… Mas… mas… mas isso NÃO vem ao caso. Cavalgar numa resolução linear… Num “cacete” só… (isto é, numa única velocidade, sem parar…)

 

 

NOTA

 

* Alusão dupla: uma referência a “Ride The Lightning” do Metallica; a outra, uma referência a uma fêmea indomável, da espécie humana. Um coração que sangra. Nos corredores. Onde correm as dores. Desse e de outros mundos. “MAS ISSO NÃO VEM AO CASO”. (risos)

 

Sérgio Gelassen, Gimme Shelter.  Inédito.

Mandrakron – Senhor Absoluto

Posted in Literatura with tags , , , , , on novembro 23, 2010 by lesdommag3rs

“[…]
Humpf! Patife. Velho safado. Conhecia cada truque. Cacete! Cacildis! Tá doido, sô?! Achei o diário do inigualável Dr. Akron. Filho de uma égua… O veinho podia tudo: nada lhe era impossível, véi! Tá doido, sô! Fiquei com o diário. E sou seu sucessor. Muito aprendi ao passar os olhos sobre as páginas do diário do homem. E agora posso fazer tudo — e muuuito mais — com os conhecimentos que o véio deixou… Um grimoir de ouro. Um vade mecum irado. E agora até o Diabo pode ser manipulado por mim… Eu vou, eu sou, eu farei!”

Sérgio C. Gelassen, Mandrakron – Senhor Absoluto

Céu e Inferno

Posted in Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , , on setembro 12, 2010 by lesdommag3rs

“O mundo está cheio de Reis e Rainhas
Que cegam teus olhos e roubam teus sonhos”

Black Sabbath, Heaven and Hell

“[…]

Direto e reto, preso(s) em ilusões, para ilusões, para decisões, sem parar, sem saber, sem perceber, sem ter, sem ganhar, sem perder. Quem ama, perde. Quem perde, ganha. Quem ganha perde. E perde quem ama. Simples assim…”

Sérgio Cícero Gelassen, Dúvidas de vidas

Sérgio C. Gelassen

Posted in Literatura with tags , , , , , , , , , , , , on março 7, 2010 by lesdommag3rs

“[…]
Leva-se tempo para chegar até aquele lugar. Lugar estranho. Frio, embora seco. Frio, quase gelado. E onde impera um silêncio mortal. Mas pode-se ouvir as centenas de vozes — vozes persistentes, não obstante fossem silenciosas, mas certas de tudo que diziam. Os donos dos discursos, com tamanhos e idades diferentes, pareciam, aqui e ali, convergir em alguns pontos. Todos sabem conversar. Alguns mais, outros menos, com suas diferentes ideias, mas pareciam estar dispostos a dialogar, bastando, para tanto, haver visitantes interessados em procurá-los. Como eu dissera, leva-se algum tempo para chegar até lá. Quem construiu a casa ordenou que o recinto, grande, frio e de aparência estranha — inquietante, embora silencioso — não fosse acessível a qualquer um. Não mencionei os quadros — na verdade fotos emolduradas com vidro e madeira, dispostas como quadros. Talvez porque fique difícil me lembrar dos aproximadamente cinquenta que havia ali. E eram fotos em P&B. Os donos daquelas vozes aguardavam em silêncio, enfileirados. Uma mocinha muito bonita — a qual lembrava um gato branco que eu tive, pela magreza e olhos expressivos comum a ambos — permanecia parada, em pé, ouvindo uma das vozes silenciosas. Eu a chamei, primeiro em tom de voz baixo, discreto. Ela não ouviu. Então, num tom mais alto, eu disse “Moça…” Antes de virar para mim, ao passo que ela tentou fazê-lo, desapareceu. Ela lia um livro cujo título era “A Rosa Graciosa da Terra das Cruzes”. E eu cheguei até aqui para contar isso. Um momento: esqueci-me de dizer que ela caminhava com um jeito de moça delicadíssima que dança ballet. Com efeito, seus passos pareciam passos de ballet.”

Referência bibliográfica

Sérgio C. Gelassen, Tamiris

Sérgio C. GELASSEN

Posted in Drama, Literatura with tags , , , , , , , on setembro 5, 2009 by lesdommag3rs

“[…] Todos te compraram e te venderam, continuamente. À prova. A prova. Provada. Privada. Reprovo-te, depravada. Uns tanto, outros nada. Preferia voltar no tempo, há uns 2500 anos, na Grécia Antiga, como expliquei em meu outro livro. Mas lá todos eles – como uma parte razoável de você – (re)aparecem, provando-me de que o eterno retorno à casa torna.” (GELASSEN, 2009, p. 485)

Referência bibliográfica

GELASSEN, Sérgio. A mesma coisa ontem. São Paulo: Lapiseira, 2009. 485 p.

Sérgio C. GELASSEN

Posted in Literatura with tags , , on agosto 28, 2009 by lesdommag3rs

“[…] Se é mesmo verdade que ela morreu dois anos após ter enlouquecido, não sei. Mas uma coisa é certa: toda noite vejo-a passando por meu quarto, ou melhor, um vulto seu. Atravessando as paredes. E só volta na noite seguinte. E sempre quando leio aquele livro que fez ela dizer que eu devia era ser tarado por mulheres, aquele livro que eu lia quando disse que era tarado por metáforas. Tenho certeza de que ela não me impressiona. (Eu a impressiono). Só mais um fantasma. A Flor Apodrecida e as cinzas que ela deixou.[…]”

Referência bibliográfica

GELASSEN, Sérgio C. De rosa de vidro à flor apodrecida: uma vida mal vivida. São Paulo: Para São José, 2009. 396 p.