Re-lato: uma história de trans-formação pela leitura

Posted in Literatura with tags , , , , , , , , , , , on setembro 21, 2013 by lesdommag3rs

Tinha muito de medo de sair do lugar sabe seu moço ler e escrever era pra mim a coisa mais difíci do mundo Um dia a professora sentou em frente a nossa turma na sala e disse que iríamos sair pra conhecer a escola em que estudávamos a gente daí ela pediu pra nós que fizéssemos uma fila indiana pramodi a gente se organizá Daí a professora saiu da sala com a gente toda no começo deu um pouco de frio na barriga porque a gente não tava acostumado com aula fora da classe mas fomos todos andando mais ou menos divagar até chegarmos em frente a escola Nossa como eu amei participar da formação de um círculo humano como é mesmo o nome que a professora deu a esse negócio ah é roda viva por que tem agente formando um circulo formado por pessoas que participam de um evento em especifico parece que é esse o nome que a professora diz que a roda viva de participa.

Daí a professora pediu que olhacemos em volta do prédiu da escola por que a gente tava aprendendo a ler as coisas a ler o mundo daí ela falou que deveríamos olharnos nos olhos uns dos outros e percebermos naquela diferença de rostos alturas e tipos humanos a importância da diversidade humana como referência da riqueza humana para a leitura do mundo Daí que agente riu muito no começo moço o senhor sabe como é né nossa isso ainda me dá um pouco de vergonha de lembrar por que no começo em que agente tem que olhar os colegas nos olhos numa roda viva nos faz pensar tanta coisa que deixa agente com vergonha por que tem medo de rirem dagente entende seu moço

Eu não eu mais agente toda quer que a professora volte logo logo da sua licença dela porque a saudade é tanta e porque a gente segundo ela demos um passo importante em relação à leitura do mundo

Professora volte porque a gente estamos com muitas saudades de você obrigado um forte abraço nosso em seu coração

Sérgio C. Gelassen, Re-lato: uma história de trans-formação pela leitura

Para (não) (e)s(que)(c)er

Posted in Poesia with tags , , , , , on setembro 7, 2012 by lesdommag3rs

nada em meu caminho nosso

nosso caminho meu em nada

nada entre nós já é muito

ou alguma coisa

(nossa! pra quem escrevo quando escrevo meus poemas? quando construo meus poemas? para quem?)

Desmatamento ZERO → O Blog “É O Fim” APOIA essa ideia. E você?

Posted in Uncategorized on agosto 1, 2012 by lesdommag3rs

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Posted in Comunicação, Geografia, Sociologia on agosto 1, 2012 by lesdommag3rs

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Gimme Shelter

Posted in Drama, Fotografia, Literatura, Teatro with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on dezembro 11, 2011 by lesdommag3rs

INTRO:

 

amor, dor…

revelações…

estão apenas a um passo deste precipício de carne e osso

(e fluídos corporais femininos)…

 

Quero abrigo… Num coração de mulher… Talvez no de uma puta arrependida… Quem sabe eu possa cavalgar naquele “Raio”*… É um, é dois… E… Pá! Fui! (Pena não poder ser mais objetivo… Ter que me expressar por meio de orações “escuras”… Frases confusas… Mas… mas… mas isso NÃO vem ao caso. Cavalgar numa resolução linear… Num “cacete” só… (isto é, numa única velocidade, sem parar…)

 

 

NOTA

 

* Alusão dupla: uma referência a “Ride The Lightning” do Metallica; a outra, uma referência a uma fêmea indomável, da espécie humana. Um coração que sangra. Nos corredores. Onde correm as dores. Desse e de outros mundos. “MAS ISSO NÃO VEM AO CASO”. (risos)

 

Sérgio Gelassen, Gimme Shelter.  Inédito.

“Mas isso não vem ao caso”

Posted in Drama, Teatro with tags , , , , , , , , , , , , on dezembro 5, 2011 by lesdommag3rs

Há um lugar místico em mim
Algo assim, bem escondido
Um planeta inexplorado
Um horizonte perdido

Egotrip, Viagem ao Fundo do Ego

Aqui, Senhoras e Senhores, tem início a nossa História:

Pequeno interlúdio de natureza pessoal: (Covardes! Sei o que vocês fazem! Vocês sabem o que vocês são!)
— Johnny, vem cá, por favor.
— Que, mãe?
— Essa moça aí, como é mesmo o nome dela?
— Resolinea.
— Deus! Que nome… Mas isso não vem ao caso.
— Tá. E?
— Vc viu como ela segura o garfo e abre a boca?
— Que tem de errado?
— Ora, Johnny! Como “o que tem de errado?”, pôxa. Ela segura o garfo e abre a boca com a
competência de uma vadia servida, experiente, livre docente nesse ramo da vida, meu Pai do
Céu! Se toca! Abre os olhos, meu filho. Enxerga! Ô, Deus!
— Tá bom. Vou ver melhor isso.
Chega até ela e pergunta:
— Resolinea…
— Sim?
— Vc é prostituta, vadia, devassa, perdida, doente da alma, algo assim? Trepa com muitos de
uma só vez? Preciso saber, sabe?…
— Tá legal. Quem te falou isso?
— Minha amiga, a Bethy.
— Deus!
— Diga, Resolinea, e então?
— Ela dividiu uma cama comigo outro dia. Eu, ela e um amante meu. Foi incrível!
— E então? Você pode responder a minha pergunta?
— Aprende, Johnny, aprende.

Sérgio Gelassen, Mas Isso Não Vem Ao Caso


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